Evangelismo = Cara-de-pau!

Publicado: 12/23/2009 por Newbie em Textos Conectados

Essa semana eu estou em Salvador, aguentando uns parentes aqui. É incrível como o sexo, as brigas e a mistura de religiões acontecem toda hora por aqui. Hoje, por exemplo, eu estava tentando conversar com um dos meus primos sobre sexo. Hoje ele tem mais de 20 anos, mas disse que perdeu a virgindade aos 13. Ele acha algo louco eu ser virgem com 17 anos (Não só ele, mas muitos outros parentes, incluindo a minha avó). Conversando, chegamos a uma seguinte conclusão:

  • Tudo o que sabemos sobre sexo começou no nosso círculo de amigos não cristãos, que nos influenciaram de tal maneira que passamos de crianças inocentes a pessoas com a mente realmente suja.

Se é assim, então por que nós, que estamos do lado rival da luta, não agimos? Porque nós sentimos medo de ser taxados de “os crentes” e não mostramos para as pessoas aquele que nos une? Não estou falando de chamar para a igreja, mas falo sobre o ato de discutir pequenas coisas e ações. Por que será que foi tão difícil para mim falar de pureza com o meu primo? Por que falar de Jesus, que a cada dia se torna mais presente na minha vida, é tão indigesto?

Deem uma olhada nesse vídeo, para sacarem mais ou menos aonde eu quero chegar.

Entenderam? Se você tem cara-de-pau para contar piadas imorais, falar futilidades e influenciar negativamente as pessoas, é óbvio que você também tem cara-de-pau para falar de Jesus.

Ou não?

Pergunte-se

  1. Qual foi última vez que eu falei sobre o evangelho com um não-cristão? (Ou até mesmo um cristão?)
  2. Qual foi a última vez que eu conversei sobre algo que eu sei que Jesus não conversaria?

E então, qual foi a resposta mais recente? E qual é a situação mais frequente?

É isso aí,

Israel.

Anúncios
comentários
  1. Thi4agoBraga disse:

    Li esse texto nos meus tempos que estudava Teologia, e acho oportuno a reflexão dele sobre o tema, com certeza é muito mais que discutir da utildade de determinadas revistas que , por uma questão de respeito aos leitores, não irei citar o nome.

    A mulher samaritana, Coca-Cola e Jesus.

    “Às vezes, a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola.

    O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”.

    Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).

    Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda.

    Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?

    No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito.

    Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.

    Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.

    Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.

    Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.

    Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”.

    Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.

    O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões… observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.

    Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).

    Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.

    Que Deus tenha piedade de nós.

    Soli Deo Gloria.

    Ricardo Gondim.

  2. Giuliano disse:

    -O artigo do Israel: Sim, discuti o evagenlho com um não-crente e também com um crente ultimamente.

    -O mega texto postado pelo Thiago: cara é de chutar o pau da barraca, pegar as coisas e virar um revoltado. Mas tirando o momento Che Guevara, é a pura verdade.O evangelho foi transformado num produto, que serve pra lotar as igrejas, encher ela com dizímos e doações, e manter um estatus social(ex:echemos nossa igreja de irmãos em uma semana e o que você tem feito ultimamente?). Praticamente esquecemos a base do cristianismo, com melhores palavras, esquecemos de fundar a base do critianismo nas pessoas que estamos evangelizando. A pressa que a pessoa diga: “sim,eu aceito a Jesus”, para depois dizer:”ta vendo aquele cara fui eu que evangelizei”, depois de uma semana, um mês ele sai da igreja e fica aquela pergunta porque ele saiu?
    (eu sei que não é uma regra geral, mas muitas vezes acontece)

  3. Bella disse:

    Fiquei chocada com o vídeo.
    Gostaria que não precisássemos de um ”zagueiro do evangelismo” brasileiro para começarmos a evangelizar.
    É uma pena que a Igreja esteja dessa forma,conformada com o mundo,mas dou graças a Deus pelos poucos que não se conformaram.

  4. Guilherme disse:

    Eu particulamente seria atingido pelo zagueiro.Obrigado pelo post Israel foi de grande importancia para mim. E eu concordo PLENAMENTE com o Thiago, hoje a maioria das Igrejas viraram um produto que,na minha opnião, o objetivo eh soh ter cada vez mais pessoas.

  5. João Vítor disse:

    é por esse tipo de coisa q mais uma vez o pastor Ricardo Gondin pôs em pauta q o caos se instaurou no meio de nós, a igreja, q não consegue mais definir o q é o certo do errado, q não sabe dizer um não firme nem sequer um sim a quem realmente está decidido a mudar de vida.
    “Respondeu-lhes Jesus: Foi por causa da duresa do coração do homem …” Mateus 19:8 (part. a).

  6. Valeria disse:

    Importa nascer de novo. Amar a Deus sobre todas as coisas ao proximo, visitar órfãos e viuvas no dia d sua atribulação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s