Mudanças nas pequenas ações

Publicado: 01/08/2010 por thi4gobraga em Textos Conectados

“Eu tenho uma história do fulano pra te contar, mas você tem que prometer que não conta pra ninguém…”

Essa é uma frase que eu escuto praticamente todas as semanas e confesso que fico numa situação muito delicada quando sou participe do “ouvir dizer” alguma coisa: perguntar com diligência, investigar e inquirir.

Essa é a maneira como fazemos a diferença entre o fato e a versão, entre a verdade e o boato. Quando alguém comenta “ouvi dizer”, devemos perguntar: Quem disse? Quando disse? Para quem disse? Por que disse? Para quem disse? E também perguntar a quem traz a informação: Por que você está me contando isso?

Entre o “ouvi dizer” e a verdade dos fatos há distâncias que podem e devem ser encurtadas pelo correto trato das informações. Entre os extremos de “varrer coisas para debaixo do tapete”, esconder, fingir que não existem, e “pendurar a roupa suja no varal”, expor publicamente o que é í­ntimo e privado, está a recomendação bí­blica, a saber, a busca pela verdade.

Isso faz lembrar aquela história quando um rapaz procurou o filósofo Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras?

– Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo.

– Mas suponhamos que seja verdade. Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

– Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta? – arremata Sócrates – Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos.

Talvez o apóstolo Paulo conhecesse essa história. Suas recomendações são igualmente valiosas:

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (isso falai)” Filipenses 4.8

Thiago.

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comentários
  1. Bruna disse:

    muito bom texto 🙂

  2. thi4gobraga disse:

    Conectados também é filosofia

    😉

  3. João Vítor disse:

    Amém!

  4. Davi Magno'' disse:

    Macho, gostei muito e aprendi que devo perguntar duas vezes “Pra quem disse”?
    hehehehe

  5. Israel disse:

    Sócrates devia ter uma vida bastante silenciosa.

  6. Gabi disse:

    Realmente, um bom texto. 🙂

  7. Larissa disse:

    um texto bom. 😀

  8. Giuliano disse:

    É, realmente um texto chibatológico.

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