A música e o louvor – A manipulação musical

Publicado: 03/20/2010 por Newbie em Textos Conectados
Louvai ao Senhor,
porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus;
fica-lhe bem o cântico de louvor.
(Salmo 147.1 – se possível, leia o resto desse salmo, o 148, 149 e 150 )

Uma coisa muito confusa para muitos evangélicos de hoje em dia é a diferença entre louvor e música. O meu último post foi sobre John Mayer, e começarei esse post com ele. Meu irmão diz que John Mayer “sente a música” e é por isso que ele gosta tanto da música do Mayer. Thiago Medanha, um cristão ex-evangélico, em seu blog “tomei a pílula vermelha” diz:

“Eu ficava ali, na bateria, apenas observando, enquanto tocava (ou como dizia, ministrava), a igreja ceder aos nossos artífices de conduzir a massa em adoração… todos com os olhos fechados, faces enrugadas e espremidas, todos provocados pelo clima de “intimidade” com Deus. Às vezes, eu nem estava em êxtase, mas, fingia só para “induzir” a congregação. Os que não entravam no “mover”, tínhamos por menos espirituais, ou no mínimo haviam cometido algum pecado durante a semana. É claro que, muitas vezes, eu próprio havia pecado durante todos os cinco dias úteis, mas, no Sábado eu me arrependia e orava para que Jesus me lavasse com o Seu sangue e me purificasse de todo pecado.”

Marcel Martin, escritor francês, diz em seu livro “a linguagem cinematográfica” que o cinema mexe com as emoções de quem está assistindo. Assim como no cinema, a música também mexe com os nossos sentimentos.

  • Quem nunca sentiu aquele arrepio ao ouvir uma música em inglês que você nem sabia o que falava?

A primeira confusão feita é quanto à diferença entre o mover do Espírito Santo e a manipulação sentimental que uma música causa. Sim, a pessoa que toca ou canta um hino de forma bem feita, tem o dom de tocar as pessoas com a sua música. Mas isso também ocorre em qualquer outro tipo de música.

A grande diferença que podemos encontrar é no fato de o louvor pode trazer a presença do Espírito Santo, e esse traz quebrantamento, de forma que a pessoa sai do momento de louvor diferente do jeito que chegou. Há uma mudança interna na pessoa. E isso não acontece num momento de música por música.

A música é um presente de Deus, assim como o sexo, as outras artes, os esportes e várias outras coisas que nos dão prazer. E muitas vezes somos vetados de ouvir músicas boas pois elas não são “gospel”. Sim, nós devemos ter muito cuidado com as músicas que ouvimos, não apenas as “do mundo” mas as gospel também. A palavra “gospel” vem do inglês “God’s spell” ou “a fala de Deus”. E isso é muito perigoso, pois podemos ouvir muitas músicas que têm esse rótulo mas não condizem com a Bíblia.

Uma música do dc Talk começa com a fala de um pastor anônimo que diz:

“A maior causa do ateísmo no mundo de hoje são cristão que louvam Jesus com seus lábios, e depois que saem pela porta da igreja negam ele com o seu estilo de vida. É isso que as pessoas que não creem acham que é inacreditável.” (What if I stumble)

Há o momento de louvor e há o momento de música. O que muda não é a música, mas quem está fazendo-a. Temos um momento que podemos louvá-lo, mas se o louvamos sem mudar a nós mesmos, sem nos entregarmos a ele dizendo “Senhor, aqui estou, muda-me e usa-me”, esse “momento de louvor” será apenas mais uma música qualquer que ouvimos, achamos legal, cantamos e nos divertimos com amigos. Não é louvor.

Israel.

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comentários
  1. Thiago disse:

    Tentando me livrar de uma espiritualidade alienada.

  2. isabelle's disse:

    é vero, e é mais comum ver isso. infelizmente. não é só aagir, cantar, no caso, pela emoção, mas a Palavra de Deus diz que devemos oferecer o nosso culto racional. 🙂 boa palavra! forte abraço.

  3. Káris Prado disse:

    Uma vez li uma reportagem a uns 4 anos atrás que falava do poder da música no emocional do ser humano. O estudo afirmava que certas notas e determinados acordes musicais, quando tocados, levam o indivíduo a sentir emoções iguais à uma entorpecência. Não lembro se eram os acordes menores, tudo bem. Isso é o de menos, mas o que me chamou atenção à reportagem foi que eles disseram que os grupos e cantores que mais abusavam desses efeitos eram justamente os classificados como “gospel”. É óbio que tb a música “mundanda” ta cheia disso. Só por curiosidade mesmo.

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